Actividades Desenvolvidas

Durante o processo de observação, compreendemos que aquilo que tínhamos a ganhar era muito mais do que os objectivos que foram propostos alcançar no âmbito da unidade curricular Aquisição e Desenvolvimento da Linguagem.

Esta aprendizagem provou ser um suporte para o nosso trabalho como futuras profissionais da educação, na medida em que compreendemos que ao realizar actividades desafiantes e estimulantes no contexto escolar e pré-escolar estas devem ter como base todo um processo articulado de observação, planeamento, acção e avaliação.

Foi com base neste processo, que as nossas escolhas para as actividades que realizámos no jardim-de-infância foram feitas e deste modo justificamos as escolhas feitas. 

Agora compreender que todo este processo caracteriza a intervenção profissional, pois dá sentido a todas as actividades que são realizadas no âmbito do espaço educativo.

Contrariamente ao que inicialmente imaginávamos, a observação tem um papel fundamente na prática das actividades lectivas porque nos permite compreender as características das crianças e adequar o processo educativo às suas necessidades.

Segundo as experiências que vivenciámos no terreno, o conhecimento da criança constitui o fundamento da diferenciação pedagógica, ou seja, para alargar os interesses da criança e desenvolver as suas potencialidades é necessário partir do que ela sabe e é capaz de fazer.

E a partir de dado momento, planear situações de aprendizagem que sejam suficientemente desafiantes, que interessem e estimulem a criança a atingir níveis de desenvolvimento a que não seria capaz de aceder sozinha e até mesmo apenas com o auxílio da família. É esta prática que torna o espaço do pré-escolar num ambiente privilegiado de aquisição e desenvolvimento da criança.

Todo o processo de planear e observar, sabemos, implica que o educador reflicta sobre as suas intenções educativas e as formas de as adequar à criança ou grupo. Prever situações e experiências de aprendizagem torna possível a organização dos recursos humanos e materiais necessários para a realização das actividades a ser realizadas pelas crianças.

Em suma, “cabe ao educador promover a continuidade educativa num processo marcado pela entrada para a educação pré-escolar e a transição para a escolaridade obrigatória.” (Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar, p.28)