Resultados Obtidos do Grupo II
Dividir as palavras em bocadinhos
Exercício para treinar: Ma-ri-a, San-dra, Sa-mu-el
Repostas da Criança:
Gi-rafa, gi-ra-fa
ze-bra
hi-po-pótamo; hi-po-pó-tamo
fro-mi-ga; for-mi-ga
pa-pa-ga-io
ti-ge-re
ma-ca-co
A tarefa foi realizada com sucesso no geral e a criança sentiu-se estimulada à medida que o nome do animal era maior. No entanto sentiu dificuldades ao dividir a palavra tigre (“ti-ge-re”) e hipopótamo (“hi-po-pótamo”). Apesar termos repetido as palavras com ela, ainda assim não conseguiu fazer a divisão silábica com sucesso. Também voltamos a repetir girafa e papagaio, porém nestes casos ela foi bem sucedida.
Reflexão:
A nosso ver, quando lhe pedimos que nos acompanha-se a dividir os nossos nomes em bocadinhos, para ela foi fácil pois estava familiarizada com os mesmos e eram relativamente pequenos.
Porém, quando lhe pedimos para dividir e contar os bocadinhos dos nomes de alguns animais com quais não estava familiarizada sentiu mais dificuldade. Especialmente com as palavras tigre e hipopótamo. Do nosso ponto de vista, as dificuldades que a Maria demonstrou na divisão silábica revelavam também uma articulação das mesmas inconsistente das mesmas (Exemplo: "fro-mi-ga" - quando lhe perguntamos se era fro-mi-ga ou for-mi-ga era repetiu a divisão correctamente). Ela conhecia a palavra mas ainda não a articulava currectamente.
Fundamentação:
As capacidades da criança para pensar nas propriedades formais da língua começam a desenvolver-se no final dos anos pré-escolar. A idade da Maria (5 anos) e o razoável domínio das estruturas da língua em situações de comunicação (vocabulário, sintaxe e articulação de palavras) constituem indícios de que a sua consciência fonológica pode começar a revelar-se.
Sendo que consciência fonológica é a capacidade que demonstra para reflectir sobre os segmentos sonoros das palavras, ou seja, para analisar e manipular sílabas e fonemas os quais constituem as palavras.
O desenvolvimento da consciência fonológica começa com a sensibilidade a segmentos grandes da fala como as palavras e as sílabas até aos mais pequenos como os fonemas. Assim, o processo vai num sentido de apreensão de segmentos fonológicos cada vez mais pequenos.
A aprendizagem da leitura e da escritura na educação básica exige que as crianças que elas se apercebam que o código escrito não é mais que uma forma de representar as pequenas unidades da linguagem oral.
Deste modo, a consciência fonológica tem um papel chave no desenvolvimento de competências de literacia. Sendo por isso que as crianças que estão mais à vontade com tarefas silábicas e fonémicas demonstram mais facilidade com a aprendizagem da leitura.
É por isso indispensável a realização de actividades no pré-escolar que ajudem as crianças a concentrar a sua atenção nos segmentos das palavras.
